Conceito Oficial de Naturologia


"A Naturologia é um conhecimento transdisciplinar que atua em um campo igualmente transdisciplinar. Caracteriza-se por uma abordagem integral na área da saúde pela relação de interagência do ser humano consigo, com o próximo e com o meio ambiente, com o objetivo de promoção, manutenção e recuperação da saúde e da qualidade de vida." (I Fórum Conceitual de Naturologia, 11/2009 - SC)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Banho de balde: ofurô para os pequeninos!

O banho de ofurô ou banho de balde é uma experiência nova para a maioria das mães e muito relaxante para os pequeninos.
Pode ser utilizado como banho de higiene também, mas o mais comum é utilizá-lo como momento de relaxamento para os bebês.
Nessa hora valem as mesmas regalias que um adulto tem no seu banho relaxante.. aromas, chás, água morninha e até uma musiquinha ambiente se achar conveniente - mas sempre com orientação de um profissional qualificado para avaliar as necessidades do bebê, já que é muito mais sensível do que os adultos.
Existem marcas próprias para o banho de balde, mas muitas vezes não são fáceis de encontrar. Então não é por isso que você deixará seu bebê sem essa experiência maravilhosa. A mamãe pode utilizar um balde (de plástico de primeiro uso, prefira os transparentes e sem corantes) adequado ao tamanho do bebê e lixá-lo por dentro para tirar quaisquer lasquinhas que possam ter ficado durante a fabricação. O balde deve ser de uso EXCLUSIVO para o bebê, se necessário cole um adesivo para todos saberem que aquele balde não poderá ser utilizado para limpeza doméstica ou outros fins, ele é SÓ do bebê.
O balde DEVE ficar apoiado no chão, de preferência em cima de um material antiderrapante e por mais segura que a imagem passe, de forma alguma deve-se deixar o bebê sozinho. SEMPRE alguém acompanhando e se necessário, quando muito pequenino, apoiando a mão no pescocinho e a cabeça do bebê que ainda não consegue se sustentar sozinha.

No mais, aproveite este momento para curtir seu bebê.. ele se sentirá como no útero, em um ambiente quentinho, confortável e com a presença da mamãe e também do papai.
Além de relaxar e proporcionar uma noite de sono tranquila, o banho de balde ajuda, e muito, a aliviar as cólicas dos bebês, comuns neste período de amadurecimento.

Abaixo selecionei uma matéria do G1 sobre o banho de balde.


Mães recorrem a banho de ofurô para acalmar bebês
Criança fica imersa em balde para reproduzir posição uterina. Água deve cobrir o corpo do bebê deixando só a cabeça para fora.

O nascimento e a chegada repentina a um mundo completamente diferente pode não ser tão agradável para todos os bebês. Então, nada melhor do que um banho quentinho que lembre a barriga da mamãe. É isso o que propõe o ofurô para bebês: um banho dado dentro de um balde, com o bebê imerso e na posição vertical.
“No útero da mãe o bebê estava na água, encolhido e acolhido, com o calor da mãe, e a banheira tradicional deixa esse bebê com a barriga para cima, que é a posição mais desagradável. A proposta do ofurô é fazer com que ele resgate um pouco o que sentia na barriga da mãe e se acalme”, diz Ana Cristina Duarte, coordenadora do Grupo de Apoio à Maternidade Ativa (Gama).
Segundo o pediatra e neonatologista Carlos Eduardo Correa, o banho de ofurô não tem contra-indicação e pode ser dado em bebês de qualquer idade, desde o seu nascimento. “O banho só traz benefícios para a criança e é um grande estímulo pela relação que o bebê tem com a água”, diz Correa.
A fisioterapeuta Regiane Albertini de Carvalho, mãe de Rafael, de 4 meses, recorre ao banho desde que seu filho tinha apenas 1 mês. "O Rafael já é uma criança calma, mas ele gosta muito do banho. Costumo dar o banho convencional e à noite, antes de dormir, o banho no balde para que ele se acalme e brinque um pouco", diz ao G1.
Regiane conheceu o banho por meio da indicação de uma amiga e hoje recomenda. "Utilizo um balde especial, que é feito com um plástico mais resistente", afirma.

Como deve ser o ofurô

Os pais devem aquecer a água entre 37 e 38 graus, na quantidade suficiente para cobrir o corpo do bebê deixando só a cabeça para fora da água. Corrêa recomenda que o bebê esteja enrolado em um tecido limpo para reproduzir a posição em que a criança ficava no útero. Outra dica do especialista é que o banho seja realizado, se possível, no escuro e em silêncio.
“Esse é um banho em que os pais devem estar atentos o tempo todo e o bebê pode ficar no balde até que a água comece a esfriar. É importante que a mãe apoie a cabeça do bebê durante o banho”, diz Ana Cristina. Segundo ela, por estar sempre assistido pela mão, o bebê pode inclusive dormir durante o banho.

Fonte: G1

Acupuntura pode auxiliar no tratamento da Hipertensão

"A acupuntura pode melhorar a função do coração, além de ser eficaz em pessoas em quem os medicamentos anti-hipertensivos não surtiram efeito". Isto é o que mostra o livro "Como Conviver com a Hipertensão", da Publifolha, que alia tratamentos médicos convencionais a terapias alternativas complementares para prevenir e tratar a hipertensão.

A acupuntura faz parte da Medicina Chinesa Tradicional. Baseia-se na crença de que todos possuem uma energia vital, conhecida como "Qi", que flui pelo corpo ao longo de canais específicos conhecidos por meridianos. Existem 12 meridianos principais, que correspondem aos órgãos do corpo. O Qi penetra nos meridianos de fora do corpo, flui numa direção específica ao longo dos meridianos e nutre os órgãos internos no processo.

Enquanto a energia Qi flui suavemente pelos meridianos, vivemos num estado de saúde e equilíbrio. Mas se o fluxo do Qi for interrompido por fatores como estresse, nutrição deficiente e negligência espiritual, haverá um desequilíbrio no fluxo de energia, que resulta nos sintomas de uma saúde prejudicada. De acordo com a medicina chinesa tradicional, a hipertensão se origina do bloqueio de energia no meridiano do fígado.

A acupuntura foi criada para desbloquear a energia por meio de inserção de agulhas em pontos específicos dos meridianos, conhecidos como pontos de acupuntura, onde o Qi está concentrado e por onde o Qi pode entrar ou sair do corpo.

Qual a eficácia da acupuntura?

As pesquisas demonstram que a acupuntura pode aliviar o estresse liberando substâncias químicas naturais similares à heroína no cérebro, e pode diminuir a pressão arterial atuando sobre a secreção de hormônios no organismo. Em um experimento publicado em 1997, 50 pessoas não tratadas de hipertensão primária fizeram acupuntura e, em 30 minutos, tiveram uma queda na pressão arterial média de 169/107 mmHg para 151/96 mmHg (com uma diminuição da frequência cardíaca de 77 para 72 batimentos por minuto). Os níveis de renina no sangue, um hormônio relacionado à regulação da pressão arterial, também sofreram uma queda significativa.

Outros estudos demonstraram que a acupuntura pode melhorar a função do lado esquerdo do coração, além de ser eficaz em pessoas em quem os medicamentos anti-hipertensivos não surtiram efeito. Pesquisadores da Califórnia também provaram que a acupuntura pode aliviar o aumento da pressão arterial causado pelo estresse mental - naqueles que fizeram acupuntura, a pressão arterial teve um aumento de apenas 2,9 mmHg durante os períodos de estresse, em vez dos 5,4 mmHg daqueles que receberam uma simulação de acupuntura.

Consulta com um acupunturista

Durante a consulta inicial, o acupunturista fará perguntas detalhadas sobre sua saúde, estado emocional, saúde pregressa e histórico familiar. Também avaliará o fluxo do Qi por meio dos meridianos medindo o pulso (existem 12 pulsos no punho, seis em cada punho, em vez do pulso único da medicina ocidental) e examinando a aparência geral, cor e textura da língua.

Durante a sessão, o acupunturista estimula (ou às vezes bloqueia) o fluxo do Qi inserindo agulhas finas, esterilizadas e descartáveis milímetros abaixo da pele nos pontos de acupuntura escolhidos. Embora possa sentir uma leve sensação de picada ou formigamento enquanto a agulha é introduzida, não deverá sentir dor. As agulhas podem ser inseridas por alguns segundos, alguns minutos ou por até uma hora. Podem ser mexidas ou giradas para estimular o Qi e liberar ou dispersar a energia de um ponto de acupuntura. Em alguns casos, a ação das agulhas é reforçada com eletricidade (eletroacupuntura) ou com a queima de bastão de ervas (moxabustão). No caso de um problema crônico como a hipertensão, você se beneficiará com uma ou duas sessões por semana durante dois meses pelo menos.

Fonte: Folha SP

Fitoterápicos: a polêmica!

Começou ontem no Fantástico uma nova série com o Dr. Dráuzio Varella que investiga os riscos dos fitoterápicos e das ervas medicinais. O primeiro episódio causou grande polêmica entre a classe da saúde que faz uso de Fitoterápicos.
Particularmente, eu acho que o Brasil ainda há muito o que evoluir no campo da Fitoterapia. Ainda é muito utilizada como "curandeirismo", mas não é restringindo o acesso à população que iremos evoluir.
Já é de conhecimento popular que chás de plantas e ervas medicinais aliviam sintomas do dia-a-dia.. uma noite mal dormida, uma dorzinha de estômago, uma garganta inflamada, início de resfriado, entre outros. Mas desde quando a Fitoterapia é "concorrente" e exclui o tratamento convencional? O uso incorreto e a orientação equivocada sobre o uso dos Fitoterápicos é que são um problema de saúde pública.
Vamos ver os próximos capítulos. Eu sinceramente espero que o Fantástico dê o direito de defesa da Fitoterapia, porque muitos dos medicamentos atuais foram feitos a partir de plantas medicinais, e que não mostre como sendo um tratamento placebo, como deixou a entender neste primeiro episódio. Eu lamento que um veículo de informação tão importante traga informações equivocadas e incompletas a respeito desta terapia que trouxe inúmeros benefícios para a ciência.

Segue abaixo uma matéria da Revista Época a respeito da desta série do Fantástico.

Plantas medicinais. É bom saber.
CRISTIANE SEGATTO E ALINE RIBEIRO

O uso de plantas medicinais é um dos traços da cultura brasileira. Todo mundo já ouviu falar sobre os benefícios de determinado chá ou de medicamentos à base de plantas, os fitoterápicos. E não só no Brasil. Os fitoterápicos movimentam no mundo US$ 14 bilhões por ano. São obtidos de plantas e vendidos em forma de extrato, tintura, óleo etc. Estima-se que no Brasil esse mercado gire em torno de US$ 400 milhões por ano e empregue 100 mil pessoas. De todos os remédios colocados nas prateleiras das farmácias brasileiras, 2,8% são feitos de vegetais. E as vendas crescem em torno de 12% ao ano, segundo a consultoria do setor farmacêutico IMS Health. No setor dos medicamentos sintéticos, chamados de alopáticos, o crescimento é menor, de 5%.

Os consumidores de ervas medicinais e fitoterápicos acreditam que eles são tão seguros e eficazes quanto as drogas convencionais vendidas nas farmácias ou distribuídas nos postos de saúde. Mas talvez não sejam. É o que Drauzio Varella, o médico mais popular do Brasil, promete discutir na série “É bom pra quê?”, que estreia neste domingo no Fantástico.

Há duas semanas, Drauzio falou sobre o assunto a ÉPOCA On-line. Criticou a falta de sólidas evidências científicas que poderiam justificar o uso de fitoterápicos. Condenou a política do Ministério da Saúde de distribuição de medicamentos fitoterápicos no SUS e a lista de 66 plantas medicinais preparada pela Anvisa para orientar o uso de chás. A reação foi imediata. Drauzio foi acusado de ser mal-intencionado, de estar a serviço da indústria farmacêutica, de tentar atrapalhar a candidatura de Dilma Rousseff. A polêmica explodiu, envolvendo médicos, consumidores e até o Ministério da Saúde.

Jaldo de Souza Santos, presidente do Conselho Federal de Farmácia, publicou uma carta aberta atacando o médico do Fantástico. “Achamos precipitada a sua opinião ao afirmar que a indicação de plantas e fitoterápicos é um erro”, disse ele. Drauzio respondeu: “Condeno a falta de estudos clínicos dignos desse nome. Enquanto admitirmos esse empirismo irresponsável, a fitoterapia jamais será levada a sério no Brasil.” No site de ÉPOCA, houve mais de 240 comentários sobre o assunto, a maioria esmagadora atacando Drauzio. No Twitter, foi criado um movimento Cala a Boca, Drauzio.

“Pelo conteúdo das críticas que recebi depois da publicação da entrevista, posso antever o que acontecerá quando a série for ao ar. Paciência”, disse o médico. Drauzio pesquisa o potencial farmacológico das plantas há 15 anos. Faz expedições à Amazônia em busca de substâncias que possam demonstrar alguma eficácia contra o câncer. É um trabalho demorado. Até agora, as plantas coletadas deram origem a 2.200 extratos. Desses, 190 apresentaram alguma atividade contra células tumorais e oito serão testados em animais. Daí a desenvolver uma droga útil para seres humanos há um longo caminho. “Se eu tratasse meus pacientes de câncer com os extratos que mostraram atividade contra células malignas em nosso laboratório, seria considerado criminoso”, diz. “Por que essa regra não vale para os que receitam produtos que não passaram pelos estudos de toxicidade e pelas avaliações clínicas exigidas dos medicamentos convencionais?” Esse é o cerne da controvérsia. ÉPOCA investigou os fatos e os mitos que animam a discussão do assunto.

Fitoterápicos são remédios iguais aos outros?
Não. Ervas e chás são usados há milhares de anos. À medida que a química foi se desenvolvendo, os pesquisadores começaram a isolar das plantas os princípios ativos responsáveis pela ação medicinal. Essas substâncias foram sintetizadas em laboratório. Ou seja: foram criadas a partir da imitação da estrutura química das plantas. Deram origem a drogas importantíssimas, alopáticas, como a morfina e a aspirina. Diferentemente das ervas, os fitoterápicos são classificados como remédios. São obtidos exclusivamente de vegetais e vendidos em forma de extrato, tintura, óleo, cápsulas etc. Para conseguir registrá-los como medicamentos, os fabricantes devem provar que conseguem manter a qualidade e a concentração do princípio ativo presente na planta. “Não é fácil manter a qualidade de um fitoterápico porque ele contém centenas de substâncias”, diz João Ernesto de Carvalho, coordenador da divisão de farmacologia e toxicologia do Centro de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas da Unicamp. Quem toma 100 miligramas de aspirina sabe que está tomando 100 miligramas de ácido acetilsalicílico. Com os fitoterápicos é diferente. “Dependendo da época do ano e do tipo de extrato, é difícil manter a quantidade e a mesma concentração do princípio ativo”, diz Carvalho.

Fitoterápicos passam pelos mesmos testes científicos das drogas alopáticas?
Em termos. Existem milhares de estudos feitos com espécies usadas em fitoterapia, entre as quais as oito distribuídas no SUS: alcachofra, aroeira, cáscara-sagrada, garra-do-diabo, guaco, isoflavonas da soja e unha-de-gato. A maioria dos estudos, porém, foi feita em animais ou com pequeno número de pacientes, por curtos períodos. Os poucos estudos feitos com centenas de pacientes não trazem conclusões inequívocas sobre a eficácia das substâncias. Se o fabricante de uma nova droga sintética tentasse aprová-la com base nesse tipo de evidência, não conseguiria. O desenvolvimento de uma nova droga sintética consome cinco etapas, cerca de dez anos de pesquisa e milhões de dólares. Na chamada fase III, a droga em investigação é comparada ao tratamento existente. Para ser aprovada, precisa comprovar que é tão boa ou melhor que o remédio já disponível. Nessa fase, a droga é testada em um grupo de até 1.000 voluntários. “Pesquisamos as evidências científicas relacionadas aos oito fitoterápicos oferecidos no SUS. Não encontramos estudos desse tipo”, diz Daniel Deheinzelin, professor da Faculdade de Medicina da USP.Se os benefícios das ervas medicinais não foram comprovados pela ciência ocidental, significa que eles não existem?Não. É possível que existam benefícios não comprovados, a julgar pelo uso tradicional e milenar de ervas no cuidado da saúde. É razoável supor que existam fatos verdadeiros sobre nosso corpo que não possam ser comprovados sequer pelo método adotado nos estudos clínicos mais confiáveis. Isso significa que devemos propagar todas as crendices que aparecem? Não. Uma das histórias mais populares no Brasil é a de que suco de berinjela reduz o colesterol. Depois que uma experiência de laboratório foi mostrada num programa de TV, há mais de dez anos, o “remédio” natural ganhou, para muita gente, status de verdade científica. A dona de casa Maria de Fátima Farias Bosco, de 51 anos, mora em Macaé, Rio de Janeiro, e usa vários ingredientes naturais para cuidar da saúde. Seu colesterol baixou de 258 para 191 depois que ela reduziu os doces e a carne vermelha e começou a tomar suco de berinjela. Quem levou a fama de santo remédio? A berinjela, é claro. “Descobri o suco no Dr. Google. Foi um ótimo remédio, mas minha médica não acreditou”, diz. Indivíduos têm o direito de acreditar no que bem entendem. A situação fica perigosa quando a crendice é chancelada pelas autoridades. Foi o que aconteceu na África do Sul, onde 18% da população adulta tem o vírus da aids. O ex-presidente Thabo Mbeki pregava o combate à doença com uma dieta à base de beterraba, batata, suco de limão e alho. A doença se espalhou.

A fitoterapia e as ervas medicinais são recursos para os pobres?
Em termos. A diretora da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, disse, recentemente, que a medicina tradicional baseada em ervas tem seu valor e reduz o sofrimento de milhões de pessoas nos países em desenvolvimento. “Essa é a realidade, mas não é o ideal”, afirmou. “Estimamos que 60% das crianças que vivem em alguns países africanos recebem ervas para tratar a febre provocada pela malária. Mas a malária pode matar em 24 horas e as drogas modernas melhoram enormemente as chances de sobrevivência.” Os remédios naturais desempenham importante papel social, mas a adoção deles pelos governos de países como o Brasil pode ser questionada. “Não cabe às autoridades responsáveis pela saúde adotar métodos de tratamento que não têm eficácia demonstrada. Elas não podem criar uma medicina para rico e outra para pobre, baseada em tratamentos baratinhos e sem ação”, afirma Drauzio. Ele diz ter visitado em Belém uma “farmácia viva”, nome dado aos locais de cultivo e distribuição de plantas medicinais. “Lá existe uma plantinha que chamam de insulina. Chega uma pessoa pobre e ignorante e mandam tomar a planta, em vez do remédio receitado pelo médico”, afirma. O Ministério da Saúde diz estar trabalhando num projeto de regulamentação das farmácias vivas para coibir práticas inadequadas. Segundo o ministério, os fitoterápicos e as ervas não substituem o modelo de assistência farmacêutica baseado nos medicamentos convencionais. Seriam apenas mais uma opção de tratamento entre as oferecidas pelo SUS.

Fitoterápicos, ademais, não são usados apenas por pobres. Representam a primeira escolha de milhões de pessoas em países desenvolvidos como a Alemanha e os Estados Unidos. Os adeptos enxergam duas grandes vantagens. Primeira: os remédios costumam ser mais baratos que os alopáticos. Segunda: os profissionais que receitam esse tipo de tratamento têm mais disposição para ouvir angústias. Se muitos alopatas nem sequer olham os doentes nos olhos, a atenção que os especialistas em fitoterapia oferecem faz toda a diferença.

O que é natural não faz mal?
Errado. A natureza tem venenos poderosos. É importante que o médico saiba quando o paciente está em tratamento alopático e, ao mesmo tempo, toma ervas ou fitoterápicos. O farmacêutico Roberto Adati, de 41 anos, acredita no valor dessas substâncias. Tem mestrado e doutorado no tema. Ainda assim foi surpreendido por uma manifestação inesperada. Há cinco anos, estava meio abatido e pediu ao médico uma alternativa natural. Começou a tomar cápsulas de erva-de-são-joão, usada para combater sinais de depressão leve. Depois de 20 dias, surgiram sintomas de alergia: pele vermelha e irritada e edemas. Em outra ocasião, usou unha-de-gato para aliviar dores musculares. Também sofreu alergia. “Vegetais têm princípios ativos e químicos que estimulam o sistema biológico, e podem levar a efeitos adversos como qualquer medicamento.”

Doenças graves podem ser curadas com fitoterápicos e plantas medicinais?
Não. Nenhum chá, erva, alimento ou fitoterápico é capaz de curar a aids, o diabetes, o câncer. O uso desses produtos pode aliviar sintomas. O problema é que também pode atrasar o diagnóstico de problemas graves. No caso do câncer, há outro complicador. Muitos pacientes abandonam os alopáticos ou usam produtos alternativos junto com o tratamento convencional. Em geral, a doença avança. “O potencial das plantas é grande, mas ainda é preciso avançar uma série de degraus na pesquisa científica para ter certeza de que são eficazes”, diz José Augusto Rinck Júnior, oncologista do Hospital do Câncer A.C. Camargo, em São Paulo.

Falta investimento na pesquisa de fitoterápicos?
Sim. O Brasil tem atualmente 119 laboratórios produzindo medicamentos fitoterápicos. Há 512 remédios feitos de vegetais aprovados pela Anvisa, derivados de 162 espécies. É pouco, diante da biodiversidade do país. Das 250 mil plantas catalogadas no mundo, 55 mil estão aqui. A Europa toda tem só 11 mil ervas registradas. “Não é só um patrimônio genético. É também um patrimônio cultural”, diz Roberto Boorhem, presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia (Abfit). Segundo ele, as grandes multinacionais não se interessam pelos fitoterápicos porque eles não geram patente. Já os pequenos produtores de fitoterápicos não têm condições de investir no estudo de ervas desconhecidas. “Não temos fôlego financeiro para aplicar em produtos novos”, diz a empresária Poliana Emília Botelho Silva, da Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (Abifina). Se testados com rigor científico e usados com critério, os fitoterápicos e as plantas medicinais podem contribuir para melhorar as condições de saúde da população. E também para o crescimento econômico do Brasil. Nesse ponto, não há controvérsia.

Fonte: Revista Época

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Hospital utiliza Aromaterapia para auxiliar gestantes no trabalho de parto

A Aromaterapia é oferecida as mulheres em trabalho de parto como uma técnica de alivio “natural” para a dor no North Bristol NHS Trust - Inglaterra.
Parteiras treinadas estão oferecendo as mulheres massagem de relaxamento com óleos essenciais para ajudar a aliviar as dores de parto, dores musculares ou ansiedade e para prevenir doenças.
Existem 24 parteiras no North Bristol NHS Trust (Hospital do Serviço Nacional de Saúde em Bristol), que recentemente completaram o treinamento de aromaterapia. Elas estão oferecendo a terapia na Maternidade Southmead, e comunidade local para o parto domiciliar.
As parteiras utilizam sete óleos básicos, os quais são misturados em um óleo base carreador.
Diferentes combinações de óleos – em uma mistura de no máximo três óleos - podem ser usado para atender diferentes sintomas.
Os óleos podem ser aplicados em infusão por inalação, em escalda pés ou ainda, através de compressa na pele ou uma gota sobre a mão.
Parteiras podem aplicar os óleos através de massagem de aromaterapia, mas apenas pessoas treinadas podem prescrever e misturar os óleos.

Sarah Ludwell 18 anos, de Kingswood, deu à luz seu primeiro filho, Ethan, na sexta-feira dia 14 de maio no Southmead Hospital. Ela disse: "Eu tomei um banho de banheira com óleos e um bastão aromático foi colocado próxima a banheira". "Eu me senti um pouco enjoada, então eles me deram um bastão aromatizado com a peppermint, aroma que supõe-se ajudar a combater a náusea, e isto realmente ajudou, e o mal estar se foi".
"Eu também recebi Frankincense e Lavanda, que me ajudou a me sentir mais relaxada".
"O ambiente estava muito calmo e acolhedor, eu senti como se estivesse em casa".

Mary Carlisle, gerente da Maternidade Southmead, disse: "Aromaterapia reduz a ansiedade e o medo, ajuda as mulheres a se sentirem mais relaxadas, o que pode ajudar a reduzir sintomas como a azia ou dor nas costas.
"Quando as mulheres em trabalho de parto estão relaxadas, as suas necessidades de medicação para o alívio da dor é reduzida, cada mulher é um individuo e podemos usar os óleos específicos para suas necessidades".
"Aromaterapia não será adequado para todas as mulheres, nossas parteiras irão proceder de forma adequada para uma avaliação de saúde de cada uma, para assegurar que os óleos essenciais sejam seguros e benéficos".
Aromaterapia também será oferecida no Cossham Birth Centre, primeiro Centro de nascimento de Bristol a ser liderado por parteiras, quando aberto, em Outubro de 2011.

Os óleos essenciais utilizados são:
Bergamota -Citrus bergamia, promove sono repousante e fortalece o sistema imunológico
Clary sage - Salvia sclarea, alivio para a depressão, trata infecção da garganta, baixa pressão sanguínea e alivia dores do parto.
Frankincense - Boswelia carterii, de efeito calmante para o sistema nervoso, ajuda a diminuir a ansiedade e promover respiração profunda.
Grapefruit - Citrus paradisi, de efeito energizante, fortalece o animo, eleva a auto-estima e promove alivio para dor de cabeça.
Jasmim - Jasminum oficinalis, promove bom sono e eleva sentimentos amorosos.
Lavanda - Lavandula angustifolia, Indicado para tratar insónia, dores de estomágo e acalmar a ansiedade.
Peppermint - Mentha piperita, alivio para dor de garganta, trata disfunções digestiva (ulcera estomacal) e minimiza náusea.

Fonte: Aromavera e BBC

É indicado que apenas pessoas especializadas, com conhecimento técnico em Aromaterapia, apliquem óleos essenciais, independente da finalidade mas principalmente com o público de gestantes. Procure um Naturólogo para orientações.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O Estresse engorda: Relaxar é fundamental para o sucesso da dieta!

Todo mundo quer emagrecer, ou pelo menos quase todo mundo. O problema é que perder peso, ainda mais se for de forma saudável, requer empenho. Não há milagres em dietas ou em remédios para emagrecer. O jeito é encarar o problema de frente, entender que o emagrecimento é um processo do equilíbrio da alimentação e, sempre, equilíbrio da mente.

“A maioria das pessoas que procura atendimento médico para emagrecer quer, consciente ou inconscientemente, ‘ser emagrecida’ e não emagrecer. Quem adota esse comportamento normalmente tem resultados desanimadores ou apenas temporários.O que funciona mesmo é quando paciente e equipe médica atuam como parceiros”, diz o endrocrinologista Felippo Pedrinola.

Então, depois de decidir de verdade emagrecer, é preciso mudar de comportamento e pensar sobre como levamos a vida. “O alimento traz consigo grande carga emocional e cada vez mais a medicina comprova que corpo e mente fazem parte de um mesmo sistema no qual as emoções funcionam como sinalizador”, diz o médico. O alerta serve para explicar porque situações de estresse afetam o organismo e o apetite.

“O estresse contínuo pode levar á produção excessiva de alguns hormônios produzidos pelas glândulas suprarenais, principalmente a adrenalina e o cortisol. Este último, além de levar a alterações de humor e baixa da imunidade, favorece o surgimento de uma situação metabólica conhecida como resistência a insulina. Quando isso ocorre, existe uma maior tendência de acúmulo de gordura principalmente na região abdominal e dificulta a perda de peso mesmo quando as pessoas comem pouco”, diz o endocrinologista.

Essa é a chave que explica o motivo de “estresse engordar”. A sugestão para virar o jogo é afastar os elementos que trazem esse estresse. Segundo Pedrinola, a acupuntura é uma das formas. “Essa terapia milenar chinesa trabalha com os princípios dos pontos de energia espalhados pelo corpo, também conhecidos como meridianos ou canais de energia. Os avanços da medicina já permitem avaliar os efeitos da acupuntura através de eletroencefalografia e ressonância magnética”, diz.

A meditação é outra maneira de buscar equilíbrio porque, segundo o médico, é capaz de modificar o ritmo de secreção hormonal e atuar no sistema nervoso autônomo. Já os exercícios físicos são mais do que importantes, são fundamentais. Eles ajudam o corpo a queimar calorias, trazem saúde e, claro, ajudam a controlar o estresse, ansiedade...

Destinar um tempo para o autoconhecimento é sempre bom, além de ajudar na saúde e aparência. Ter uma vida prazerosa e guiada pelo equilíbrio é fundamental para manter o peso e tantas outras coisas no lugar. ”Emagrecer não se trata apenas de seguir uma dieta e tomar remédios, mas sim buscar um equilíbrio entre corpo e mente para obter um bom controle das emoções e atingir um bem-estar maior”, finaliza.

Fonte: R7


O acompanhamento com um Naturólogo é fundamental para atingir o equilíbrio emocional e manter o corpo em forma sem sacrifícios. Toda mudança de hábito exige uma adaptação, e que tal fazer com que esse período passe mais rápido e naturalmente?
Procure um Naturólogo, Naturologia é saúde!

"A saúde é o resultado não só de nossos atos como também
de nossos pensamentos." (Mahatma Gandhi)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Acupuntura para todos: profissão de acupunturista é aprovada em Comissão da Câmara

Acupuntura para todos

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados aprovou a regulamentação da profissão de acupunturista.

Pela proposta, qualquer profissional de nível superior da área de saúde poderá exercer a atividade, desde que tenha especialização em acupuntura reconhecida por conselhos federais.

Para entrar o vigor, o projeto ainda precisa ser apreciado por duas comissões da Câmara.

O texto, que inicialmente previa a criação e a exigência de um curso de graduação em acupuntura, autoriza a prática por técnicos que estudaram em instituições reconhecidas e por pessoas que exercem a profissão há mais de cinco anos.

De acordo com a relatora do projeto, deputada Aline Corrêa (PP-SP), a acupuntura não pode ser limitada a uma área médica, por ser uma prática da medicina tradicional chinesa.

"Declarar a acupuntura exclusivamente uma especialidade médica seria uma medida incorreta, que inviabilizaria o exercício de milhares de profissionais que vêm exercendo há anos a acupuntura com dedicação e competência, desde antes de o Conselho Federal de Medicina reconhecer a validade terapêutica do método e torná-lo especialidade", disse.

A prática da acupuntura é motivo de discórdia entre os médicos e o Ministério da Saúde. O SUS cobre esse tipo de atendimento. No ano passado, foram realizados mais de 216 mil procedimentos.

Enquanto os médicos entendem que a prática deva ser restrita a eles porque envolve um diagnóstico anterior, o ministério aceita que outros profissionais da saúde a realizem.

Fonte: Folha SP

Mas atenção: Procure profissionais com Graduação na Saúde (naturólogos, fisioterapeutas, médicos, etc..) e com Especialização (Pós-Graduação) em Acupuntura Tradicional Chinesa. Pois estes têm conhecimentos suficientes da área da saúde como anatomia, fisiologia, entre outros, que formam a base para aplicação da terapia. Profissionais que tenham boas referências e estejam aptos a trabalhar com Acupuntura e terapias afins.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Acupuntura combate efeitos da quimioterapia no Instituto do Câncer

A Acupuntura é uma técnica oriental e segue
os fundamentos da Medicina Tradicional Chinesa.


Dores, náuseas e outros efeitos colaterais de cirurgias e da quimioterapia estão sendo tratados com acupuntura no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira.

O ambulatório para esse procedimento foi aberto no início do mês. Segundo Eduardo D'Alessandro, clínico-geral e acupunturista do instituto, a terapia melhora o bem-estar do paciente e o andamento da quimioterapia. Como os efeitos colaterais são amenizados, não é preciso diminuir a medicação.

As agulhas são usadas para controlar dores que aparecem após as cirurgias, hipersensibilidade nas mãos e nos pés causada por alguns tipos de quimioterapia, assim como fadiga, insônia, depressão, problemas intestinais e ondas de calor --efeito de remédios contra o câncer de mama.

A indicação para acupuntura é sempre feita por um médico do instituto, e há casos em que é preciso ter mais cuidado, como em pacientes com inchaços causados por cirurgias ou que estejam tomando anticoagulantes. "O inchaço por falta de drenagem linfática, que pode acontecer após a operação de câncer de mama, pode deixar a pessoa mais exposta a infecções", diz o acupunturista.

D'Alessandro afirma que hoje há menos resistência dos médicos à técnica. "Ela é uma terapia complementar, não substitui remédios."

Fonte: Folha SP

Para refletir..

"A saúde é o resultado não só de nossos atos como também de nossos pensamentos." (Mahatma Gandhi)

Ótima semana a todos!!!!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O estresse diminui chances de gravidez, diz estudo


Pesquisa mostra relação entre altas taxas de adrenalina e dificuldade para engravidar; para estudiosos de Oxford, técnicas de relaxamento podem ajudar casais que tentam contracepção.


"Relaxa que você engravida". O comentário que já parte do senso comum - e irrita muitas mulheres - começa a encontrar amparo na ciência. Estudo da Universidade de Oxford com o Instituto Nacional de Saúde dos EUA mostra que as mais estressadas têm menos chances de gravidez.
Especialistas já sabem que idade, hábito de fumar, obesidade e consumo de álcool interferem nas chances de gravidez, mas a influência do estresse é controversa.
Os pesquisadores de Oxford usaram dois marcadores biológicos para medir o estresse: o cortisol e a alfa-amilase, proteína que indica as taxas de adrenalina.
O cortisol está associado ao estresse crônico, e a adrenalina é liberada pelo organismo quando a pessoa está, ou julga estar, em situações ameaçadoras ou perigosas.
Mulheres com níveis mais elevados de adrenalina tiveram 12% menos chances de engravidar na fase fértil do que aquelas com níveis mais baixos desse hormônio. Participaram 274 mulheres entre 18 e 40 anos, que tentavam uma gravidez natural.
Elas fizeram um registro diário de sua menstruação, estilo de vida e frequência sexual. No sexto dia do ciclo menstrual, coletaram uma amostra de saliva com um cotonete para análise dos níveis de cortisol e adrenalina.

Segundo a médica Celia Pyper, pesquisadora da Universidade de Oxford que liderou o estudo, apenas os níveis de adrenalina foram relacionados a menores chances de gravidez - os de cortisol não tiveram efeito.
"Nossa hipótese era que as chances reduzidas de concepção estivessem relacionadas às mulheres cronicamente estressadas, mas não foi isso que encontramos", disse.
O estudo tem limitações metodológicas: não foi controlado e reuniu várias idades em um grupo, o que pode influenciar nos resultados.
Pyper exemplifica uma situação que aumenta os níveis de adrenalina. "Tentar equilibrar um monte de coisas e trabalhar com prazos apertados." Para a pesquisadora, técnicas de relaxamento talvez ajudem alguns casais, mas são necessárias mais pesquisas sobre isso.
Para o ginecologista Jonathas Borges Soares, especialista em reprodução humana, o estresse pode dificultar a gravidez, mas é difícil ligá-lo à infertilidade por falta de evidência científica. "Por mais que existam marcadores biológicos, é difícil quantificar isso.

Fonte: Folha SP

Acupuntura, Florais e outras terapias integrativas que fazem parte da Naturologia ajudam a mulher controlar o estresse e melhorar sua qualidade de vida, sendo também na maioria das vezes um ótimo tratamento complementar ao convencional, minimizando efeitos colaterais e potencializando o efeito terapêutico.

Naturologia é saúde!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Para refletir..

"Existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama
ontem e outro amanhã. Portanto hoje é o dia certo pra amar,
acreditar, fazer e principalmente viver." (Dalai Lama)

Ótima semana a todos!

Alívio para a dor

Mãozinhas fechadas, pernas flexionadas em direção ao abdômen, rosto avermelhado, barriguinha endurecida e choro inconsolável. Os sinais das temidas cólicas dos bebês são inconfundíveis. Embora seja um problema tão antigo quanto a própria humanidade e se manifeste em pelo menos 80% das crianças nos três primeiros meses de vida, a ciência ainda não encontrou uma maneira de evitar ou prevenir esse desconforto. Pesquisadores da University of Texas-Huston Medical School, no entanto, podem ter achado pistas da origem do transtorno ao identificar um micro-organismo que provavelmente é o responsável pelo sofrimento dos recém-nascidos.


A vilã, conhecida como bactéria Klebsiella, pode provocar uma reação inflamatória que compromete o intestino. Segundo J. Mark Rhoads, professor de pediatria que coordenou o estudo, a Klebsiella geralmente coloniza esse órgão em indivíduos maduros sem causar transtornos. “Isso porque pelo menos outros 300 tipos de bactérias estão presentes no intestino de um adulto. Elas compensam e até agem como anti-inflamatório, evitando que a Klebsiella cause maiores danos, o que não ocorre com os bebês. Neles, a diversidade de bactérias é reduzida e a Klebsiella pode ser mais danosa”, explica Rhoads.

Os recém-nascidos que participaram da pesquisa foram alimentados com leite materno e/ou em pó. “Também constatamos que o intestino dos bebês que não tinham cólicas era habitado por uma variedade maior de bactérias, o que reforça a nossa suspeita inicial”, diz o médico americano.

O estudo será levado adiante para que os cientistas possam examinar mais detalhadamente a Klebsiella e avaliar o desenvolvimento de um probiótico, suplemento produzido com bactérias boas para controlar a inflamação do intestino. Enquanto isso, as mães e cuidadoras se valem de algumas técnicas para amenizar a dor sofrida pelos pequenos.

A pediatra Vera Lúcia Bezerra é categórica. “As cólicas em bebês são comuns. As crianças que não passam ou passaram pelo problema são exceções muito privilegiadas”, observa. A médica explica que o transtorno geralmente aparece após o 15º dia de vida devido a imaturidade do trato gastrointestinal e que a criança que se alimenta apenas do leite materno tem menos cólica. “É importante aquecer bem os pezinhos e as mãozinhas, fazer exercícios com as pernas para facilitar a eliminação de gases e acomodar o bebê para que ele se sinta seguro e mais confortável”, ensina.

A Shantala é uma massagem terapêutica que, entre outros
benefícios, ajuda na liberação de gases do bebê.

O pediatra Renato Cavalcante diz que é importante considerar que a ocorrência ou não da cólica está ligada ao organismo de cada bebê. “Tenho casos de gêmeos em que um sofre com cólicas, enquanto o outro não sente nada. Eles se alimentam da mesma forma, passam pelos mesmos cuidados. Existem teorias que tentam explicar, mas nada foi comprovado sobre esse desconforto.” O médico alerta que é fundamental estar atento ao diagnóstico diferenciado.

Quem amamenta deve cuidar da própria alimentação, evitando produtos gordurosos, condimentados, leite de vaca e derivados. “O bebê não deve mamar deitado e sempre ser estimulado a arrotar. Bolsas de água morna são excelentes para amenizar as cólicas. Não recomendamos chazinhos e os fitoterápicos, como a funchicória, devem ser oferecidos com parcimônia. Sempre recomendo a shantala para as mamães também”, diz Cavalcante.

A shantala pode ser feita a partir do 30º dia de vida da criança. Trata-se de uma massagem terapêutica para bebês que auxilia na liberação dos gases e aquece a região trabalhada, o que contribui para minimizar a dor.

O que fazer
- Procure poupar a criança de locais estressantes e tumultuados.
- Não há qualquer comprovação científica de que os chás tenham eficácia no combate às cólicas. Eles não são recomendados.
- As massagens e o uso de bolsa de água quente funcionam muito bem e a ginástica de esticar e encolher as perninhas favorece a eliminação dos gases.
- Mudar o bebê de posição também pode ajudar. Na hora da cólica, os bebês costumam sentir mais conforto quando carregados de barriga para baixo.
- Colocar a criança para arrotar também pode ajudar a amenizar o desconforto
- É importante para os pais terem consciência de que o choro do bebê é um recurso de comunicação, e não um problema.
- É preciso ter calma para que o bebê se sinta seguro.

Fonte: Jornal A Notícia

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Bebês mimados tornam-se adultos menos estressados

A afeição maternal transbordante dada aos bebês de alguns meses torna-os mais bem preparados para enfrentar os problemas da vida na idade adulta, segundo um estudo publicado no "Jornal de Epidemiologia e Saúde Comunitária", uma revista americana.

Na pesquisa realizada durante vários anos com 482 pessoas no Estado americano de Rhode Island, os cientistas compararam dados sobre a relação dos bebês de 8 meses com sua mãe e seu desempenho emocional, medido por testes, aos 34 anos de idade.

Eles queriam verificar a noção segundo a qual os vínculos afetivos fortes a partir da primeira infância fornecem uma base sólida para se sair bem ante os problemas da vida.

Até então, os estudos sobre o assunto eram baseados em relatos de lembranças da infância, sem um acompanhamento.

A qualidade da interação dos bebês com suas mães aos 8 meses foi avaliada por um psicólogo, que anotou as reações de afeto e atenção da mãe. A classificação - datando dos anos 60 - ia de "negativa" à "excessiva", passando por "calorosas".

Em cerca de um caso em dez, o psicólogo notou um baixo nível de afeto maternal em relação ao bebê. Em 85% dos casos, o nível de afeição era normal, e elevado em 6% dos casos.

Essas pessoas acompanhadas foram testadas, depois, aos 34 anos, sobre uma lista de sintomas reveladores de ansiedade e hostilidade e mal-estar em relação ao mundo.

Qualquer que fosse o meio social, ficou constatado que os que foram objeto de mais carinhos aos 8 meses tinham os níveis de ansiedade, hostilidade e mal-estar mais baixos. A diferença chegava a 7 pontos no item ansiedade em relação aos outros; de mais de 3 pontos para hostilidade e de 5 pontos para o mal-estar.

Curiosamente, não havia diferença entre os que receberam um nível de afeto baixo e o normal. Isso poderia ser explicado, principalmente, segundo os pesquisadores, pela falta de interações verdadeiramente negativas na mostra observada.

Segundo eles, isto confirma que as experiências, mesmo as mais precoces, podem influenciar na vida adulta. As memórias biológicas construídas cedo podem "produzir vulnerabilidades latentes", dia o estudo.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Alimentos e Emoções

Li este artigo no blog Ser Saudável e achei bacana compartilhar, pela linguagem de fácil entendimento e por demonstrar o quanto a alimentação é importante para nossa saúde não só física mas também emocional e mental.
Boa leitura!

Abacate, amigo do sono

Dormir e tão importante para viver bem quanto comer direito e fazer exercicios. Tem noites que o sono não vem? Coma abacate. Tudo bem, ele tem gordura, mas é boa. E oferece vitaminas que ajudam você a se entender melhor com o travesseiro. A vitamina B3 equilibra os hormonios que regulam as substâncias químicas cerebrais responsáveis pelo sono. Já o ácido fólico funciona como se fosse uma enzima, alimentando os neurotransmissores que fazem você dormir bem. Quanto consumir: 1/2 abacate pequeno, 3x por semana.


Banana, contra a ansiedade.

Se você anda mais ansiosa que o normal, aposte na banana para elevar os índices de serotonina. Quando os níveis desse neurotransmissor estão baixos, falha a comunicacao entre as células cerebrais. Aí você fica irritada e especialmente ansiosa. A fruta combina doses importantes de triptofano e vitamina B6. Juntas, as duas substâncias se tornam poderosíssimas na produção da serotonina. Quanto consumir: 2 unidades por dia.



Brócolis, deixa a mente esperta

E comum você demorar alguns segundos para lembrar o número do seu telefone? Este alimento e rico em acido fólico, acelera o processamento de informação nas células do cérebro, consequentemente, melhora a memória. Poções extras desta verdura vão fazer você lembrar de tudo rapidinho.
Quanto consumir: 1 pires / dia.




Chá Verde, espanta o estresse

Essa erva, a Camellia Sinensis, tem fitoquímicos (polifenóis e catequinas) capazes de neutralizar as substâncias oxidantes presentes no organismo que, em excesso, deixam você cansada e estressada e acabam desorganizando o funcionamento do organismo. O estresse é capaz de desencadear a síndrome metabólica, culpada por doenças como a obesidade e a depressão. Beber chá verde, conforme alguns estudos, melhora a digestão e deixa a mente calma.


Gérme de Trigo, acaba com a irritação

Caso você não tenha sensibilidade ao glúten, pode consumir o gérme de trigo que tem vitamina B1 e inositol, assim como as nozes, e reforçam a concentração. Mas por ter uma boa dose de vitamina B5, o gérme e especialmente indicado como calmante, já que melhora a qualidade de impulsos nervosos, evitando nervosismo e irritabilidade. Quanto consumir: 2 colheres (chá) / dia.


Lentilha, afasta o medo

Angústia e medo podem estar relacionados ao desequilíbrio de cálcio e magnésio. Essa dupla atua no balanceamento das sensações. Além de incluir alimentos com cálcio (amêndoa, gergelim, queijo) e magnésio (acelga) na dieta, consuma mais lentilha. Ela tem efeito ansiolítico, ou seja, tranqüiliza e conforta. Isso porque e precursora da gaba, neurotransmissor que tambem interfere nos sentimentos. Quanto consumir: 3 conchas pequenas / semana.


Mel, pura alegria

Triste sem motivo? De novo a causa pode ser a serotonina de menos. Nesse caso, o mel funciona como um calmante natural, pois aumenta a eficiência da serotonina no cérebro. Mas não e só aí que ele atua. Quando alcança o intestino, ajuda a regenerar a microflora intestinal. Resultado: o ambiente se torna mais propício para a produção de serotonina. Cerca de 90% do neurotransmissor do bom humor é produzido no intestino. Quanto consumir: 1colher (sopa) / dia.


Nozes, mantém você concentrado

São muitos os nutrientes das nozes. Mas é a vitamina B1 a responsavel por essa fruta oleaginosa melhorar a concentração, pois a B1 imita a acetilcolina, neurotransmissor envolvido em funções cerebrais relacionadas a memória. Quanto consumir: 2 nozes, 4x / semana.




Óleo de linhaça, dribla o apetite voraz

O óleo extraido da semente de linhaça e prensado a frio é uma fonte vegetal riquíssima em gordura ômega 3, 6 e 9. Melhor: é um dos poucos alimentos com ômega numa proporção próxima do ideal, o que é imprescindível para que exerça suas funções benéficas. Uma delas é regular os hormônios que ajudam a manter o sistema nervoso saudável. Com isso, a ansiedade perde espaço. Quanto consumir: 1 colher ( sobremesa ) dia, antes das principais refeições.

Fonte: Blog Ser Saudável

5 de agosto, Dia Nacional da Saúde!

Podemos comemorar o Dia Nacional da Saúde não com brindes e banquetes, mas refletindo sobre a nossa própria saúde.
Será que ela está entre as nossas prioridades diárias? Nossas metas a serem alcançadas?
Porque é que não brindamos a nossa saúde todo fim do mês, assim como brindamos as metas alcançadas em nossa empresa ou nossa vida? Afinal de contas, sem ela nada poderíamos ter feito pois, sem saúde nosso organismo não tem energia para realizar nossas tarefas diárias.

Ao contrário do que a maioria pensa, ser saudável não é ser infeliz,
é sim ser ainda mais feliz devido a todos os benefícios que uma
boa saúde proporciona ao longo da vida.

Hoje é um ótimo dia para refletirmos como estamos cuidando da nossa saúde, e aplicar nossas metas e objetivos diariamente, não apenas hoje.
Você tem se alimentado bem? Quanto tempo leva para almoçar ou jantar?
Tem praticado atividade física? Sente falta de ar quando precisa subir as escadas?
Tem dormido bem? Acorda disposto a realizar todas suas tarefas diárias?
É feliz? Tem vontade e disposição para novos desafios ou cumprir os desafios diários?
Assim como outras perguntas que também possam surgir..

Por muito tempo "Saúde" foi definida como ausência de doenças, mas hoje a Organização Mundial da Saúde define "Saúde" não só ausência de doenças, mas um completo bem estar físico, mental, emocional e social.
Por isso não basta apenas não estar doente para ser saudável, SER SAUDÁVEL é muito mais amplo e merece reflexão.

Aproveite para refletir, adquirir hábitos saudáveis e ser feliz! Porque a SUA saúde depende daquilo que VOCÊ faz por ela!

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Curiosidades sobre o dia 05 de agosto, dia Nacional da Saúde:
* O Dia Nacional da Saúde é uma homenagem ao médico Oswaldo Gonçalves Cruz que nasceu em 05 de agosto em 1872.
* Em 1903, Oswaldo Cruz foi nomeado Diretor-Geral de Saúde Pública, cargo que corresponde atualmente ao de Ministro da Saúde. Durante o tempo em que ocupou este cargo (1903-1907), combateu rigorosamente a febre amarela, a peste bubônica, e a varíola.
* Em novembro de 1904, estourou na capital, Rio de Janeiro, a Revolta da Vacina, levante popular contrário à uma medida do governo que restabelecia a obrigatoriedade da vacinação antivariólica. Apesar do governo ter derrotado os revoltosos, foi revogada a obrigatoriedade da vacinação.
* Quatro anos depois, uma violenta epidemia de varíola levou a população em massa aos postos de vacinação. O Brasil reconhecia então, o valor de seu sanitarista. Em 1913 foi eleito para Academia Brasileira de Letras. Quatro anos depois, sofrendo de insuficiência renal, morreu com apenas 44 anos de idade.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Acupuntura alivia depressão durante a gravidez, comprova estudo

Até um quarto das mulheres sofre de depressão durante a gravidez e muitas são relutantes em tomar antidepressivos. Agora, um novo estudo sugere que a acupuntura pode oferecer algum alívio durante a gravidez.

A pesquisa da Universidade de Stanford recrutou 150 mulheres deprimidas, grávidas de 12 a 30 semanas, e, aleatoriamente, escolheram 52 para receber acupuntura específica para sintomas de depressão, 49 para acupuntura comum e 49 para massagem sueca.

Cada mulher recebeu 12 sessões de 25 minutos cada; as que receberam acupuntura não sabiam qual tipo estava designado a elas. No tratamento específico para depressão, as agulhas são inseridas em pontos do corpo que especialistas dizem corresponder a sintomas como ansiedade, abandono e apatia.

Depois de oito semanas, quase dois terços das mulheres do grupo da acupuntura específica para depressão mostraram uma redução de pelo menos 50% em seus sintomas, comparado a pouco menos da metade das mulheres tratadas com a massagem ou a acupuntura comum.

As descobertas aparecem na edição de março da "Obstetrics & Gynecology". A principal autora, Rachel Manber, professora de psiquiatria e ciências comportamentais em Stanford, disse que os resultados sugerem que alguns sintomas de depressão durante a gravidez podem estar relacionados ao desconforto físico, que é aliviado pela acupuntura. Ainda assim, os resultados foram notáveis, afirmou.

Fonte: Folha SP

Para refletir..


"Dizem que a vida é curta, mas não é verdade.
A vida é longa para quem consegue viver pequenas felicidades.
E essa tal felicidade anda por ai, disfarçada, como uma criança tranquila brincando de esconde-esconde.
Infelizmente às vezes não percebemos isso e passamos nossa existência colecionando nãos:
A viagem que não fizemos, o presente que não demos, a festa que não fomos, o amor que não vivemos, o perfume que não sentimos.
A vida é mais emocionante quando se é ator e não espectador; quando se é piloto e não passageiro, pássaro e não paisagem, cavaleiro e não montaria.
E como ela é feita de instantes, não pode nem deve ser medida em anos ou meses, mas em minutos e segundos.
Esta mensagem é um tributo ao tempo.
Tanto aquele tempo que você soube aproveitar no passado quanto aquele tempo que você não vai desperdiçar no futuro.
Porque a vida é agora...
Não tenha medo do futuro, apenas lute e se esforce ao máximo para que ele seja do jeito que você sempre desejou.
A morte não é a maior perda da vida.
A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos.“

Dalai Lama

Ótima semana a todos! Aproveitem a vida para vivê-la!!!